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Obesidade infantil e transtornos psicológicos

Obesidade infantil e transtornos psicológicos

A obesidade gera um grande sofrimento psicológico, tanto nos problemas relacionados ao preconceito social e à discriminação contra a obesidade, como das características do comportamento alimentar. O indivíduo obeso deprecia sua própria imagem física e é levado a uma preocupação opressiva com a obesidade, gerando insegurança devido à inabilidade de manter a perda de peso.

A falta de confiança, sensação de isolamento que o indivíduo atribui ao fracasso familiar e dos amigos de entender o problema, assim como a humilhação, o preconceito e a discriminação são fatores que remetem uma enorme carga ao obeso.

A depressão é o transtorno psicológico mais freqüente entre a obesidade infantil. Observações clínicas estão recebendo suporte de estudos epidemiológicos e sugerem uma relação importante entre excesso de peso e sintomas psicológicos e psiquiátricos.

Os quadros depressivos em crianças obesas aparecem em súbitas mudanças comportamentais que não se justificam com fatores estressantes do meio onde estão inseridas. Sintomas como sentimentos de tristeza, irritabilidade e agressividade devem ser observados. Adultos que convivem com a criança apresentam maior chance de detectá-los, pois sozinha a criança não relaciona o seu estado emocional com seu excesso de peso.

Outro transtorno que está sendo muito estudado em crianças obesas é a ansiedade. Carvalho et. al. (2001) desenvolveram uma pesquisa com pré-adolescentes obesos (todos com percentil igual ou acima de 95) de ambos os sexos, com idades entre 9 e 13 anos. Os participantes foram selecionados através de um programa escolar de uma cidade do interior do estado de São Paulo. Nesse estudo, observou-se que os meninos apresentaram maiores indícios de problemas emocionais do que as meninas.

Em relação à ansiedade, os participantes encontravam-se com níveis dentro do esperado para essa faixa etária, não havendo diferença entre os sexos, mas 3,8% apresentaram ansiedade acima da média, concluindo-se que não houve diferença significativa entre obesos e não obesos nos sintomas de ansiedade. Conforme o estudo apresentado parece não haver relação entre ansiedade e obesidade em crianças. Porém, é de extrema importância que os pais e o profissional fiquem atentos, pois quanto mais preconceito e estigmatização social a criança sofrer, mais chances ela terá de desenvolver ansiedade.

Fonte: efdeportes

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